Camisetas do Che Guevara, adesivos anarquistas, livros de Marx e Trotsky, bandeirinhas contra a guerra e o capitalismo e demais mateirais esquerdistas, batem o recorde de vendas nesse primeiro bimestre de 2008, e impulsionam a economia. Os dados são da Agência Yomango de Pesquisas e Furto Artístico, uma organização não-governamental que estuda o nível de eficácia dos movimentos anti-capitalistas do mundo todo.

A mercadoria campeã de venda são as camisetas do ex-guerrilheiro e líder da Revolução Cubana, Che Guevara, o qual ainda inspira o coração de jovens do mundo todo. “É bom que ainda tenhamos jovens assim, que ao invés de roubarem as mercadorias, vão às lojas e compram parcelado no cartão”, revelou Marcos José Goldsmith, promotor de vendas e cientista econômico da Fundação Adam Smith.

Uma das razões para o recorde de vendas dos produtos anti-capitalismo é o crescente avanço do capital em todas os níveis das relações sociais. “Muitas pessoas estão se atentando para isso e, em resposta, compram materiais para denotar sua aversão ao sistema”, reiterou Goldsmith. A pesquisa ainda revelou que, de 100 jovens rebeldes, 68 moram com os pais e têm medo da polícia, por isso ainda não adotaram as técnicas Yomango ou Black Block de ação direta.

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Até para protestar contra o sistema requer um certo investimento, gastos monetários, o que gera lucros e mais capital.

Contraditório não?